Lula defende reforma agrária que preserve o meio ambiente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje que os novos modelos de distribuição de terra incluam a preservação ambiental e a geração de energia renovável.
O recado foi dado através de uma mensagem lida por Miguel Rosseto, ministro de Desenvolvimento Agrário, durante a Conferência Internacional de Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, que acontece em Porto Alegre até sexta-feira.
Segundo o presidente Lula, a reforma agrária que vem sendo empreendida por seu Governo, além de incluir pequenos agricultores na economia nacional, prevê a preservação da Amazônia e a produção de combustíveis naturais alternativos ao petróleo.
Na sua opinião, a Conferência, convocada pela FAO, deve colaborar na busca de "modelos que combinem a atividade econômica com a inclusão social e a preservação do meio ambiente".
Lula fez referência ao Projeto de Desenvolvimento Sustentável na Amazônia, desenvolvido por seu governo, e que pretende oferecer aos habitantes da região fontes de renda que não afetem o meio ambiente.
"Mas também precisamos de modelos que associem o desenvolvimento agrário a um dos mercados de ponta do planeta neste século: a substituição do petróleo por fontes renováveis de energia", disse.
Lula citou como exemplo o programa para produzir diesel natural (biodiesel) com fontes como o rícino e o girassol.
O combustível, ecológico e alternativo, começou a ser misturado este ano ao diesel mineral, numa percentagem inicial de 2% - mas que chegará a 8%. O combustível está sendo produzido por pequenos produtores rurais e assentados organizados em cooperativas.
Segundo Lula, a adoção do biodiesel pode gerar 60 mil novos empregos no campo apenas esse ano.
O presidente, que se definiu como um aliado da causa, disse na mensagem que "é necessário atualizar a bandeira da reforma agrária na agenda de desenvolvimento do século XXI".
Lula lembrou que o encontro em Porto Alegre, que reúne delegações de 80 países, acontece 27 anos depois da primeira Conferência sobre Reforma Agrária da FAO (Roma, 1979).
"Esse encontro devolve à reforma agrária a sua urgência contemporânea, freqüentemente omitida por visões reducionistas da economia e da sociedade", acrescentou.
Segundo Lula, a subsistência dos 3,3 bilhões de pessoas que vivem no campo, representando 52% da população mundial, depende da conquista de regras mais justas no comércio mundial, assim como de iniciativas multilaterais que facilitem o acesso ao crédito, à educação, à saúde e à tecnologia.
O presidente teve que cancelar sua participação na cerimônia de abertura da FAO devido à extensa agenda prevista na visita que iniciou hoje ao Reino Unido.
Contudo, Lula se reuniu na manhã de segunda-feira, em Brasília, com o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, de quem recebeu a medalha de ouro do Dia Mundial da Alimentação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje que os novos modelos de distribuição de terra incluam a preservação ambiental e a geração de energia renovável.
O recado foi dado através de uma mensagem lida por Miguel Rosseto, ministro de Desenvolvimento Agrário, durante a Conferência Internacional de Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, que acontece em Porto Alegre até sexta-feira.
Segundo o presidente Lula, a reforma agrária que vem sendo empreendida por seu Governo, além de incluir pequenos agricultores na economia nacional, prevê a preservação da Amazônia e a produção de combustíveis naturais alternativos ao petróleo.
Na sua opinião, a Conferência, convocada pela FAO, deve colaborar na busca de "modelos que combinem a atividade econômica com a inclusão social e a preservação do meio ambiente".
Lula fez referência ao Projeto de Desenvolvimento Sustentável na Amazônia, desenvolvido por seu governo, e que pretende oferecer aos habitantes da região fontes de renda que não afetem o meio ambiente.
"Mas também precisamos de modelos que associem o desenvolvimento agrário a um dos mercados de ponta do planeta neste século: a substituição do petróleo por fontes renováveis de energia", disse.
Lula citou como exemplo o programa para produzir diesel natural (biodiesel) com fontes como o rícino e o girassol.
O combustível, ecológico e alternativo, começou a ser misturado este ano ao diesel mineral, numa percentagem inicial de 2% - mas que chegará a 8%. O combustível está sendo produzido por pequenos produtores rurais e assentados organizados em cooperativas.
Segundo Lula, a adoção do biodiesel pode gerar 60 mil novos empregos no campo apenas esse ano.
O presidente, que se definiu como um aliado da causa, disse na mensagem que "é necessário atualizar a bandeira da reforma agrária na agenda de desenvolvimento do século XXI".
Lula lembrou que o encontro em Porto Alegre, que reúne delegações de 80 países, acontece 27 anos depois da primeira Conferência sobre Reforma Agrária da FAO (Roma, 1979).
"Esse encontro devolve à reforma agrária a sua urgência contemporânea, freqüentemente omitida por visões reducionistas da economia e da sociedade", acrescentou.
Segundo Lula, a subsistência dos 3,3 bilhões de pessoas que vivem no campo, representando 52% da população mundial, depende da conquista de regras mais justas no comércio mundial, assim como de iniciativas multilaterais que facilitem o acesso ao crédito, à educação, à saúde e à tecnologia.
O presidente teve que cancelar sua participação na cerimônia de abertura da FAO devido à extensa agenda prevista na visita que iniciou hoje ao Reino Unido.
Contudo, Lula se reuniu na manhã de segunda-feira, em Brasília, com o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, de quem recebeu a medalha de ouro do Dia Mundial da Alimentação.
Escrito por Debatedores da Politica às 19h20
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|